A estimativa, feita pela empresa de consultoria McKinsey, prevê que em 2025 o comércio electrónico representará 10% do total de vendas a retalho em África. Parece pouco, mas feitas as contas estamos perante um mercado que poderá gerar lucros anuais de 75 mil milhões de dólares.

Isto talvez explique o recente anúncio da multinacional eBay em expandir-se para África, através de uma parceria com a start-up africana de compras online MailforAfrica.com. A eBay, que opera em 36 países de quase todos os continentes – a única excepção é África –, é um dos gigantes do comércio electrónico. Fundada em 1995 nos Estados Unidos, em 2015 (20 anos depois) registou um volume de negócios na ordem dos 22 mil milhões de dólares e lucros de 2,3 mil milhões.

A aposta em países africanos, a crer em alguns analistas, terá pouco impacto nas receitas da empresa a curto-prazo, mas ela acaba por ser uma decisão estratégica que tem em conta o potencial de crescimento do comércio online em África nos próximos anos e décadas. Essencialmente, a eBay pretende marcar logo presença antes que outros gigantes do sector se cheguem à frente.

De momento, apenas um terço dos africanos têm acesso à Internet, o que, desde logo, serve de travão a expectativas mais imediatas de crescimento para quem está no sector do comércio electrónicos. Contudo, vários países de África têm vindo a apostar na criação de mais e novas infra-estruturas tecnológicas que, de futuro, criarão toda uma nova realidade no continente, abrindo portas a mais oportunidades de negócio online.

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